("Hidden Figures", 2016)

Roteiro: Theodore Melfi
Allison Schoroeder (idade?)
Produção: Fox + Chernin Entertainment + Levantine Films + TSG
Entertainment
Atores: Taraji P Henson (46 anos) = Katherine Johnson
Octavia Spencer (44 anos) = Dorothy Vaughan
Janelle Monáe (31 anos) = Mary Jackson
Kevin Costner (62 anos) = Al Harrison
Narrativa linear sobre a vida de 3 cientistas que trabalharam nos primórdios do projeto espacial americano e que, por serem negras, enfrentaram dificuldades para se impor profissionalmente. Eram elas: Mary Jackson (1921-2005), matemática e engenheira aeroespacial, Dorothy Vaughan (1910-2008), matemática e chamada de "computador humano" além de Katherine Johnson (1918), física e matemática, viva ainda hoje aos 98 anos e que recebeu a Medalha da Liberdade pelas mãos do presidente Barak Obama em 2015. Trabalhavam num setor segregado da NASA, para mulheres negras que usavam calculadoras (imagina o tamanho do trabalho que a NASA precisava nessa façanha inédita) chamado "West Area Computers". Este fato histórico, que hoje seria considerado um absurdo, obedecia a leis segregacionistas estabelecidas pelo presidente Woodrow Wilson no início do século XX. Deveriam comer e usar sanitários separados para "pessoas de cor". Mas a contribuição que deram não tinha cor e foram importantes para solucionar vários quesitos no imenso caminho que a NASA trilhou para colocar o primeiro homem na Lua. Os fatos do filme giram em torno de 1961 e, embora o presidente dos Estados Unidos naquele tempo e ainda o seu irmão, o Procurador Geral (esse nepotismo podia naqueles idos...), tenham trabalhado muito para livrar o país dessas leis, a coisa na NASA ainda obedecia aos critérios legais estabelecidos e todo mundo achava isso normal. Embora o mal estar fosse evidente.
O filme constrói bem a imagem das 3 pioneiras como mulheres numa área atribuível aos homens das ciências exatas, especialmente num trabalho que sabiam histórico, e mais ainda, por serem negras numa época em que a segregação era tida como normal. É agora um registro fascinante para nós, especialmente depois que o tempo nos separa dessa época e hoje percebemos tudo como superação. Enquanto negros eram espancados nas ruas do Sul eternamente segregador, ali na NASA o comportamento era menos intolerante, mas mesmo assim com a limitação que as leis permitiam ou exigiam.
Todas as 3 atrizes seguram bem os seus papéis, com destaque para Taraji Henson cuja história demanda mais da narrativa. E faz o papel da única sobrevivente dessa história, finalmente hoje divulgada e nos mostra que 55 anos de lutas foram necessários para que a nossa perspectiva fosse mudada. Apesar de alguns ainda viverem no passado.
Allison Schoroeder, passou sua infância na Flórida e tinha interesse pela NASA onde seus avós trabalharam. Cresceu aprendendo a contar histórias e a escrever roteiros para o cinema (Meninas Malvadas 2, Segurando as Pontas). Adaptou o romance de Margot Lee Shetterly (48 anos) junto com Theodore Melfi, o diretor em seu 4o. filme. Mandaram bem.
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