Direção = Barry Jenkins (37 anos)
Roteiro = Barry Jenkins
Produção = A24 + Plan B Entertainment + Pastel Productions
Atores = Trevant Rhodes (27 anos) = Chiron adulto
Ashton Sanders (21 anos) = Chiron jovem
Alex Hibbert (12 anos) = Little
Mahershala Ali (43 anos) = Juan
Segundo filme de Barry Jenkins, que dirigiu em 2008 "Medicine for Melancholy" igualmente roteirizado por ele. A história se divide em 3 partes (Little, Chiron e Black), que perfazem fases da vida de Chiron, um menino que convive com a mãe drogada e continuamente perseguido por gangues de menores que desejam surrá-lo. O menino adquire uma personalidade arredia e de poucas palavras até que conhece um traficante cubano que vive na mesma localidade (Liberty City - arredores de Miami). Juan o trata como um filho pois vê nele algo que ele fora no passado.
Daqui para frente não leia, se não assistiu o filme.
Há uma cena que sugere um batismo de Chiron/Little nas águas do mar e Juan se torna assim seu padrinho. A história avança pela vida sem rumo de Chiron e suas descobertas sexuais. Antes há uma cena em que Little, com a sua sufocante timidez pergunta a Juan, diante de sua namorada Teresa, o que seria o termo "bicha". E Juan relutante, explica que esse é o nome escolhido pelas outras pessoas para fazerem os gays se sentirem pra baixo. Em seguida pergunta se ele mesmo seria bicha. Juan, olha para Teresa primeiro e depois diz que não, pois na hora certa ele saberá disso. Ao que Little questiona como ele saberia ser um gay. Juan reitera que saberá na hora certa, mas anuncia: Nunca permita que os outros escolhem o que você será.
Apesar destas tocantes cenas, o filme tem um excesso de malabarismos de câmera, de cenas desfocadas, de filmagem com câmera na mão, rodopiando em volta dos personagens e excesso de primeiro plano, com os rostos preenchendo toda a tela. São excessos próprios dos realizadores jovens que acreditam estarem construindo uma grande obra e conclama a todos: - Vejam como sou genial!
Como "Animais Noturnos", peca pelo excesso. Poderia ser mais enxuto e mais contido. Um filme mais limpo sempre é mais elegante. Não cansa os expectadores e por isso, esses filmes são os que se destinam à História. "Moonlight" não é ruim. Só poderia ser melhor. Acho que o Oscar de melhor filme não lhe cabe. Tinha concorrentes melhores.
A versão brasileira para o título, mais uma vez, é detestável além de errada.
Gostei, particularmente, do dialogo final. Da aparência com dentes e cordão de ouro, do carrão... O tal de vender uma imagem. Mas ele é capaz de ir ao encontro da felicidade dele. Achei bem tocante a emoção dele ao dizer que ninguém mais o havia tocado. O jogo de olhares e quase ouvimos o coração batendo: tum, tum... tum, tum.... Achei de uma sensibilidade mto grande.
ResponderExcluirAprendeu tudo com o padrinho. Luz? Tá bom...
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